Um espaço de leitura
Ensaios nascidos do hábito de ler com um lápis na mão, deixando que cada livro se torne uma conversa. Livros muito diferentes entre si, que acabam sempre na mesma pergunta: quem somos, e o infinito que cabe entre a concepção e a extinção.
— L.C.Kraemer
Uma leitura dos capítulos I a XVII: o homem que não tem chão próprio e precisa ser visto, amado ou lido para se sentir real — até descobrir que essa necessidade psicológica é também sua condição de personagem.
Julho de 2026Uma leitura de Crime e Castigo: a teoria do "homem extraordinário" como tentativa desesperada de inventar um chão para quem não tem nenhum — e a revolta legítima que mira no alvo errado.
8 de março de 2026Uma jornada pessoal pelos abismos da identidade, da culpa e da monstruosidade que construímos — e do que significa ser um criador ausente.
Fevereiro de 2026Uma reflexão sobre o homem julgado não pelo que fez, mas por não chorar no enterro da própria mãe.
6 de fevereiro de 2026Uma leitura existencial do romance que antecipou o século XX — ler Anna Karenina não é atividade passiva.
28 de setembro de 2025A loucura, em Itaguaí, é qualquer desvio da linha reta da própria e impecável razão de quem tem o poder de definir as regras do juízo.
9 de setembro de 2025Um herói que se faz perdendo a carapaça, e não acumulando armadura — o avesso exato de Edmond Dantès.
Julho–agosto de 2025As três partes originais reunidas num só ensaio — da traição em Marselha ao ajuste de contas em Paris.
8 de julho de 2025Uma leitura dos capítulos XXIII a XXXVIII da primeira parte, em que a "loucura" do fidalgo aparece não como patologia, mas como a última forma possível de manter a dignidade num mundo mercantilizado.